0 28 de agosto de 2017

Dia do Bancário é lembrado com música

IMG-20170828-WA0056-640x360IMG-20170828-WA0027-480x270Dirigentes do SEEB Florianópolis e Região visitaram diversas agências da  base do Sindicato, nesta segunda-feira, 28, para homenagear os trabalhadores pelo Dia do Bancário. Em suas falas os sindicalistas destacaram a importância da categoria participar ativamente das lutas nas Campanhas Nacionais Unificadas. Lembrando que vivemos um momento de ataques aos direitos conquistados ao longo dos anos e por isso da necessidade de nos juntarmos a outras categoriais na defesa de nossas conquistas.

Foi no dia 28 de agosto, em 1951, que os bancários decidiram cruzar os braços para reivindicar um reajuste salarial 40%. Os bancos queriam dar apenas 20%. Os índices oficiais do governo na época apontavam um aumento de 15,4% no custo de vida. Os bancários refizeram os cálculos e o próprio governo teve que rever seus índices, que saltou para impressionantes 30,7%. Depois de 69 dias de paralisação, os bancários conquistaram 31% de reajuste. Foi a maior greve da história da categoria. O dia 28 de agosto passou a ser considerado como o Dia do Bancário.

Importância da greve

Mas, além do reajuste, a greve de 1951 também fez surgir sindicatos de bancários em vários pontos do país. Assim, também é indiscutível a importância da greve para a organização da luta da categoria, que de lá para cá obteve muitas outras conquistas e, inclusive, é a única do país com um Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nacional.

Outro mérito da greve de 1951, foi a contestação dos dados oficiais do governo. A partir desta contestação surgiram as bases para a criação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O Dieese surgiu com o objetivo de municiar os trabalhadores com dados estatísticos confiáveis.

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Bancário, uma Categoria unificada –Portanto, tudo teve início em 1951, quando os bancários brasileiros decidiram inovar na luta por reivindicações salariais e por melhores condições de trabalho. A mobilização da categoria foi pela primeira vez unificada nacionalmente. Hoje a categoria bancária é uma das poucas no país que possui Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com validade nacional. Mas ainda há muito porque lutar. No início dos anos 1990, o Brasil tinha 732 mil bancários. Em 2017, esse número caiu abaixo dos 500 mil, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego. As mulheres continuam ganhando salários mais baixos, 23% menor que a remuneração dos homens. Do lado dos bancos, só no primeiro semestre, os cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Santander Banco do Brasil e Caixa) somaram mais de R$ 30 bilhões de lucro.

Fonte: SEEB Floripa com informações da Contraf

Crédito: SEEB Floripa

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