0 16 de abril de 2013

Boletim Eletrônico da FETEC/SC – CUT – Nº 13 – 16 de abril de 2013

Sindicatos de SC escolhem seus delegados

O III Congresso Estadual da FETECSC se aproxima e as assembleias para escolha dos delegados estão ocorrendo em todo o Estado. Nesta terça-feira, 16 de abril, é a vez dos sindicatos no âmbito de Blumenau, Videira e São Miguel do Oeste fazerem suas escolhas. Mas algumas cidades já definiram os nomes em assembleias que tiveram participações consideráveis.

Na capital Florianópolis, na quinta-feira, dia 11, participaram da eleição duas chapas – uma composta pela diretoria do sindicato, que foi a vencedora, e outra somente de bancários de base. Em Blumenau e Chapecó a assembleia ocorreu na quinta- feira, 11 de abril. Um dia antes, dia 10, o Seeb de Joaçaba escolheu seus delegados. O mesmo já aconteceu também com Concórdia.

Todos os eleitos aguardam com ansiedade a realização do Congresso Estadual da FETECSC, que ocorre no próximo dia 04 de maio, na cidade de Piratuba (SC). Os objetivos do congresso são de discutir o temário do evento, apreciar e deliberar proposta de alteração estatutária e eleger a nova direção estadual da FETECSC para o triênio 2013/2016.

A diretoria da FETECSC deseja a todos os sindicatos que as assembleias ocorram dentro da normalidade e solicita que os resultados sejam comunicados à Federação para consequente divulgação dos fatos.

Fonte: SEEB Florianópolis

 

Confira o Regimento e Programação do III Congresso da FETEC- CUT/SC

 

 

CONGRESSO DA FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CRÉDITO DE SANTA CATARINA – 4 DE MAIO DE 2013

REGIMENTO INTERNO E PROGRAMAÇÃO

Dos objetivos do Congresso Estadual:

O III Congresso Estadual da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado de Santa Catarina (FETEC/CUT-SC) tem como finalidade:

1. Discutir o temário do Congresso;

2. Alteração Estatutária;

3. Eleger a nova direção.

Da realização do Congresso

O III Congresso Estadual da FETEC/CUT-SC realizar-se-á no dia 04 de Maio de 2013, tendo como local a cidade de Piratuba – SC, Tirolesa Hotel, rua 13 de Março,123

Dos participantes

a) todas as entidades sindicais bancárias filiadas à Fetec participam com delegados eleitos em assembleias de base.

b) as oposições sindicais reconhecidas pela Fetec poderão participar com 01 (um) observador cada, com direito a voz;

c) somente serão credenciados os delegados cujas entidades estejam rigorosamente em dia com as normas e obrigações financeiras estabelecidas pela FETEC/CUT-SC;

d) os convidados definidos pela Comissão Organizadora do III Congresso Estadual, sem direito a voto.

Das inscrições e do credenciamento

Serão credenciados como delegados ao III Congresso Estadual da FETEC/CUT-SC os inscritos até às 18horas do dia 22 de abril de 2013, mediante apresentação comprobatória do cumprimento das normas estatutárias da Fetec, da quitação financeira com a FETEC e da comprovação do pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$500,00 por delegado;

O credenciamento dos delegados será realizado até às 11 horas do dia 04 de Maio de 2013, no próprio local do III Congresso Estadual;

Os suplentes serão imediatamente credenciados em substituição aos delegados efetivos impossibilitados de comparecer ao III Congresso Estadual, mediante apresentação de carta de substituição, das 11 horas às 12 horas do dia 04 de Maio de 2013;

Após o encerramento do período de credenciamento definido neste regimento, o setor será dissolvido e o material restante será inutilizado. Não haverá, em nenhuma hipótese, reposição do crachá e/ou cédulas de votação.

Programação e temário:

A pauta do III Congresso Estadual da FETEC/CUT-SC será:

Conjuntura e Organização da Fetec ( Avaliação; Estratégia; Organização do Ramo Financeiro; Estrutura; Plano de lutas; alteração estatutária; Moções e outras resoluções;

Eleição da Direção);

Do funcionamento do III Congresso Estadual da FETEC/CUT-SC:

O III Congresso Estadual terá os seguintes horários de funcionamento:

04 de Maio de 2013:

9h –Abertura Oficial do III Congresso Estadual da FETEC/CUT-SC

Mesa de Abertura:

Será composta por um representante por sindicato da FETEC mais um representante da: CONTRAF/CUT.

9h30 –Painel: Conjuntura Nacional e Internacional

Expositores: Emílio Genari

10h –Debate em plenário.

12h –Almoço.

13h30 –Aprovação do Regimento Interno e Apresentação de teses: (10 minutos para cada tese inscrita ao III Congresso)

14h30 –Debate com o plenário sobre os pontos centrais do temário do III Congresso Estadual da FETEC:

Organização da Fetec: (Avaliação; Estratégia; Organização do Ramo Financeiro;

Estrutura e Plano de lutas);

15h30 -Alteração Estatutária;

16h -Prazo final para apresentação de moções, que só serão aceitas por escrito;

16h –Coffe break;

16h15 –Encaminhamentos dos pontos centrais do temáro do III Congresso Estadual da

FETEC:

Organização da Fetec: (Avaliação; Estratégia; Organização do Ramo Financeiro; Estrutura e Plano de lutas).

18h –Eleição da nova direção da FETEC/CUT-SC.

19h – Encerramento do III Congresso Estadual da FETEC/CUT-SC

20h –Jantar de posse:

O III Congresso Estadual será composto pelos seguintes organismos:

a) Plenária Geral;

b) Mesa Coordenadora dos Trabalhos e

c) Comissão Organizadora do Congresso.

Os representantes dos sindicatos de bancários, filiados a FETEC/CUT, reunir-se-ão sempre que necessário, durante a realização do Congresso Estadual, para encaminhar as atividades de coordenação.

A Plenária Geral é o órgão máximo e soberano do Congresso Estadual, e será composto pelos delegados credenciados.

Das discussões e votações

Cada delegado, devidamente credenciado terá direito a 01 (um) voto.

As votações nas plenárias serão feitas, levantando-se os crachás.

Em caso de dúvida nos resultados, as votações serão feitas através de contagem de crachá.

As deliberações nas plenárias serão tomadas por maioria simples. Toda e qualquer intervenção de delegados na plenária, deverá ser feita mediante a prévia inscrição junto à mesa coordenadora dos trabalhos.

No recinto da votação só será permitida a presença de delegados credenciados, dos observadores e convidados.

Das inscrições de chapas para eleição da Direção da FETEC-CUT/SC

A eleição da direção da FETEC-CUT/SC deverá seguir os critérios estabelecidos pelo Estatuto da

FETEC/CUT-SC

Eleição da Direção da Federação

A eleição da direção da Federação iniciar-se-á às 18h do dia 04 de Maio de 2013;

O prazo final para inscrição das chapas será até às 17h30 do dia 04 de Maio de 2013;

A eleição será através de escrutínio aberto, mediante a exibição de crachás dos delegados devidamente inscritos.

Fonte: FETEC-CUT/SC

ESPECIAL

 

“Sindicato fraco significa economia fraca”

 

ESPECIAL

Artur Henrique

Foi Thatcher, logo seguida por Reagan, quem passou a disseminar, pela primeira vez na segunda metade do século XX, a ideia de que a existência de sindicatos era ruim. Muitos, naquela passagem dos anos 1970 para os 80, acreditaram na tese ou não a refutaram com a devida veemência. Talvez por não ter vivido ou esquecido as experiências de notável recuperação econômica europeia e estadunidense no período Pós-Guerra, em que a ação do Estado e o fortalecimento do mercado de trabalho – e consequentemente do sindicalismo – foram essenciais para um longo ciclo de prosperidade.

Tanto a então chamada Dama de Ferro quanto o ator hollywoodiano eleito presidente tiveram a seu lado uma máquina de propaganda pró-neoliberalismo que até hoje produz seus efeitos no imaginário coletivo, como pudemos conferir em alguns dos comentários postados por leitores de CartaCapital sobre artigo aqui publicado na semana passada.

Num mundo tal como o conhecemos, o enfraquecimento dos sindicatos não é bom para ninguém, mesmo que temporariamente isso traga alguma vantagem para um grupo ou outro. No longo prazo, a consequência negativa se abaterá sobre todos- salvo o sistema financeiro, caso os governos nacionais ajam como atualmente mundo afora.

Hoje, nos EUA, menos de 12% dos trabalhadores são sindicalizados (na iniciativa privada, menos de 7%), contra a taxa próxima de 30% da era pré-Reagan. O país levou a sério o desmonte proposto e iniciado naquele governo, que teve entre seus marcos iniciais a propalada vitória contra a greve dos controladores de voo em 1981.

Em grande parte por isso, os salários passam por sistemático achatamento desde então. Segundo dados do departamento de trabalho dos EUA, o aumento real (acima da inflação) dos salários acumulado desde 95 foi de apenas 6%. Esse empobrecimento atingiu todas as categorias, colocou a classe média no corner, levando-a a níveis de endividamento brutais, e conduziu o país à crise. Esse processo é bem retratado pelo filme “Capitalismo: uma História de Amor”, de Michael Moore. Uma vez mais a tese, forjada no século XVIII, de que a capacidade individual é o único motor da história, comprova-se falsa.

Na Inglaterra, onde o empenho de Thatcher em derrotar o movimento sindical foi uma das marcas de sua gestão, as coisas tampouco melhoraram por isso. Nesta semana, a TUC (Trades Union Congress) divulgou estudo que mostra os salários caminhando abaixo da inflação. Em certas regiões, a perda anual dos trabalhadores ativos em relação ao que ganhavam em 2010 supera quatro mil libras esterlinas. São pessoas consumindo menos. Empresários vendendo menos.

São resultados da recente crise internacional, causada justamente pelo ideário econômico, social, político e ideológico que tiveram em Thatcher e Reagan seus maiores arautos e que tem como uma das premissas o enfraquecimento dos sindicatos.

O caso mexicano também é dramático. Sindicatos atacados sistematicamente, com a ajuda muitas vezes de esquemas criminosos, e um Estado cada vez mais recuado. Nem mesmo um liberal, desde que ilustrado, defenderia tal combinação, que poderia ser definida como “cleptocapitalismo”.

A crença de que “gente competente” não precisa de sindicato é falsa. Ou todos os cidadãos estadunidenses sem emprego hoje não são bons o bastante? Os roteiristas de Hollywood, responsáveis pelos diálogos e histórias dos filmes e seriados que fazem sucesso planetário, não caíram nesse engodo e fizeram uma vitoriosa greve de 100 dias entre 2007 e 2008, obrigando a indústria a negociar.

João Cabral de Mello Neto criticou com argúcia característica a pretensa solidão realizadora dos trabalhadores ao falar daqueles “de profissões liberais que não se liberaram jamais”.

Aqui no Brasil, o movimento sindical teve um importante papel quando os efeitos da crise econômica chegaram por aqui. Nossa recusa em participar de acordos de diminuição de salários ou suspensão preventiva de contratos ajudou e tem ajudado o país a enfrentar o problema. Acredito que a estrutura sindical brasileira precisa de aperfeiçoamentos, mas querer prescindir dela é loucura.

Artur Henrique, secretário-adjunto de Relações Internacionais da CUT e presidente do Instituto de Cooperação da CUT

Fonte: Carta Capital

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