0 21 de novembro de 2012

Sindicato de São Miguel do Oeste faz ato em agência do BB

 

A direção do Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários de São Miguel do Oeste, com apoio de sindicalistas de outras entidades do segmento bancário, organizou paralisação na agência do Banco do Brasil, em São Miguel do Oeste, em protesto por assédio moral, no dia 14 de novembro.

O Seeb de Florianópolis e Região também divulga que, em mais uma prática antissindical, o Banco do Brasil enviou carta individual aos funcionários que participaram da greve deste ano cobrando o comprometimento com a compensação das horas. No texto, o banco tenta fragilizar a luta coletiva, individualizando a responsabilidade pelo movimento.

O Sindicato esclarece que nenhum funcionário é obrigado a assinar o documento, uma vez que a compensação está regulada na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), de que o Banco do Brasil é signatário.

Além disso, ao empregado não foi dado o direito de participar do planejamento de reposição das horas de greve, portanto, não pode assinar documento, produzido unilateramente, indicando, aleatoriamente, um saldo negativo de horas de greve.

Com o referido documento, o empregado – assumi o ônus sozinho – se compromete a repor referidas horas até 15/12/2012. A responsabilidade pela reposição passa a ser do bancário. E se ele não conseguir repor as referidas horas, como ficará sua situação funcional? Será penalizado? Então, como o empregado não participou do planejamento não tem obrigação de assumir sozinho – como se fosse sua responsabilidade exclusiva – a reposição das horas. O empregador deverá viabilizar o ajustado em negociação coletiva de modo que nenhum direito do empregado seja violado e sem transferência deste ônus para o empregado.

Na carta enviada pelo banco, a própria instituição financeira reconhece que as horas de greve poderão ser compensadas até o dia 15 de dezembro.

O Sindicato informa que está tomando as devidas providências junto aos órgãos competentes em relação às práticas antissindicais, às retaliações e às perseguições contra os funcionários que participam da paralisação. A entidade também está realizando atividades (Ag. Mauro Ramos, BB Estreito e BB/BESC Álvaro de Carvalho) todas as semanas, denunciando para a população a postura de desrespeito do Banco do Brasil perante seus funcionários.

A estrutura de compensação das horas de greve está prevista na CCT, que é um documento reconhecidamente legal. Portanto, nenhum bancário é obrigado a assinar e/ou praticar ações que não estão previstas no acordo.

Fonte: Seeb de Florianópolis e Região

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